Acordo Mercosul–União Europeia terá impactos diferentes nas regiões do Brasil

  • 17/01/2026
(Foto: Reprodução)
Produção de café Reprodução/TV Globo São nestas terras, onde o agro brasileiro tem mais força, que a nossa economia deve colher os primeiros resultados. O estudo da FGV aponta a região Centro-Oeste como aquela com o maior potencial de ganhos absolutos. “Eu acredito que vai aumentar os nossos compradores de grãos e a gente, produtor, vai poder ampliar mercado, né? Quem sabe também aumentar um pouco o preço dos grãos pro produtor", afirma a produtora rural Adriana Peruzzi. Mas será preciso observar o cumprimento das regras ambientais e de preservação, alertam os especialistas. O estudo destaca o comércio de produtos florestais, bioeconomia e terras raras da região Norte — que, sem as certificações adequadas, não vão ter acesso ao bloco europeu. O Nordeste também deve se beneficiar com a exportação de produtos primários como frutas, açúcar e tabaco. Neste caso, o relatório alerta para desafios logísticos e de adequação às exigências sanitárias. Apesar do aumento de competição para alguns setores, como o de autopeças, a FGV prevê um saldo bastante positivo para a economia da região Sul, principalmente para os produtores de carnes e alimentos processados. “Eu espero que a gente cresça. A expectativa dos próximos anos é esta, é atender o mercado. Se houver demanda, a gente vai produzir”, diz Rafael Alexandre Ansolin, dono de granja suína em Cascavel, no Paraná. O estudo coloca uma interrogação sobre os efeitos que o acordo vai ter na economia da região Sudeste, que é a mais industrializada do país e, por isso, aquela que terá de competir diretamente com as indústrias do bloco europeu. O documento reforça o tamanho desse desafio, que vai exigir investimentos pesados em modernização e melhorias na capacidade produtiva e no ambiente de negócios. Será que o Brasil já tem estratégia fabricada para isso? “E esse é o grande desafio de manter a competitividade desses segmentos, mas precisamos, por outro lado, fortalecer a nossa indústria nacional. Se nós não fizermos o nosso dever de casa de modernizar a economia brasileira, nós teremos grande dificuldade em se beneficiar do que esse acordo possa nos garantir", afirma Flávio Ataliba Barreto, pesquisador da FGV Ibre. Esse alumínio que você está vendo não deixa a água oxidar o ferro. Por isso, é tão procurado pela indústria de óleo e gás do mundo todo. A metalúrgica sediada no Rio foi fundada há 65 anos por um português. O Henrique, filho dele, vê a concorrência com os europeus não tanto como obstáculo, mas como estímulo. “É um desafio, certamente vão vir novas exigências, vai aumentar a competição, mas também vai aumentar o mercado. Eu acho que a gente tem que se unir às universidades, se unir às instituições para aumentar nossa capacitação, investir em competitividade para que isso seja algo positivo e não uma ameaça", explica o diretor-presidente Henrique Osório Santos.

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/17/acordo-mercosul-uniao-europeia-tera-impactos-diferentes-nas-regioes-do-brasil.ghtml


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